terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Comentário - "A Aia" de Eça de Queirós



A atitude da Aia é louvável, pois sacrificou a vida do seu filho para salvar o principezinho, de quem era serva leal.
            A Aia revelou ser uma pessoa de grande carácter por ter sacrificado o filho. Considero ainda que a Aia é psicologicamente muito forte e com uma grande nobreza de alma. Não é qualquer pessoa que conseguiria ter uma atitude com esta dimensão, visto a Aia ter colocado a lealdade acima do seu papel de mãe, levando o seu filho à morte, involuntariamente, para salvar o príncipe de uma cilada.
 Em suma, a fidelidade da Aia não tem limites, visto ela não querer qualquer recompensa material, apenas quis juntar-se ao seu filho, espetando-a em si.


Vasco Gomes, Nº 21

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Poesia



Ser Criança

-Ser criança é ser mágico,
princesa, policia,
pirata e tudo o que queremos ser,
tudo o que imaginamos,
pensamos e desejamos …
-Ser criança é adorar e ser adorado,
Por tudo e por todos …
-Ser criança é aprender, amar,
Crescer e respeitar …
-Ser criança e brincar,
 até não poder mais,
chatear toda a gente …
-Enfim ser criança é …
Ser Feliz

Hugo Morgadinho, Nº9

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Texto de opinião



Todos nós temos altos e baixos nas nossas vidas. Nem tudo é  fácil… nem tudo corre tão bem como tínhamos planeado. E, quando menos esperamos, depressa levamos com uma desilusão!
  Devemos sempre encarar a vida com cabeça erguida, independentemente das mágoas, das tristezas e de tudo o que possa acontecer… que seja mau.
   Mesmo que estejas desamparado… que penses que estás sozinho/a neste mundo, lembra-te: Todos podem desistir de ti… mas há sempre alguém que não desiste… tu próprio!
   Devemos encarar a vida sempre com um sorriso na cara e cabeça erguida! Caíste? Magoaste-te? Caíram lágrimas? Levanta-te, cura a ferida, limpa essa cara e continua ! O caminho é para a frente. Valoriza-te! Não desistas, nos piores dias. Dias melhores estão para vir.
  A vida são dois dias e um já passou.  

Mafalda Gomes, Nº 14

segunda-feira, 9 de maio de 2016

"O GRITO" de Roald Dahl



O grito
         Depois de estar tudo meio resolvido, o que era estranho porque Klausner não gosta de deixar nada a meio, pois era o género de pessoa que detestava deixar assuntos pendentes, aquele tipo de pessoas que era capaz de abrir uma guerra só para levar a cabo os seus ideais. Klausner voltou para junto da pequena e redonda mesa que se encontrava junto de um enorme móvel cheio de objetos que só mesmo a Klausner interessavam. Abstraído Klausner procurava encontrar uma maneira para a sua vizinha, uma mulher descomplicada geralmente e sobretudo requintada e vistosa, acreditar nele. As horas passavam e foi quando Klausner decidiu ir calmamente ir falar com a sua vizinha.

- Sra. Saunders. – Gritou Klausner enquanto batia à porta.

- Sim, quem é? – Perguntou Saunders.

- O seu vizinho, Klausner.

     Abriu a porta ainda assustada e deixou o vizinho entrar. Klausner e Saunders conversaram calmamente e no desfecho tudo acabou bem.


Inês Pinto, Nº8

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Conto



Vamos recuar no tempo até à cidade de Dublin na Irlanda.
Aqui mandava um rei e uma rainha, James e Anne. A Anne estava grávida.
Quando os súbditos souberam da novidade, todos começaram a preparar a festa para o nascimento do bebé real.
Nas Tabernas faziam-se apostas sobre o sexo da criança e sobre o nome.
Até que... chegou o dia! Na vigésima lua do ano do dragão, a rainha deu à luz dois gémeos.
Um rapaz e uma rapariga. Foi uma alegria! As pessoas dançavam, cantavam, riam e iam ao castelo felicitar os novos pais.
Ela chamava-se Yasmin, era curiosa e extrovertida, ele era o Chris, valente mas cauteloso. Ambos eram brincalhões, bem dispostos e pareciam ser inteligentes e espertos. O festejo durou uma lua inteira! Houve banquetes todos os dias em homenagens aos novos sucessores ao trono, houve danças e canções! No fim, todos estavam cansados, mas felizes.
Assim se passaram quinze anos... Ela tornou-se uma bela rapariga, com uns grandes olhos pretos, inundados de curiosidade, e inércia era o que ela não tinha! Aprendeu a andar a cavalo e a lutar com uma espada com o irmão.
Ele tornou-se um belo rapaz cobiçado por todas as raparigas da idade dele, do reino. Tinha também olhos pretos mas repletos de aventura e mistério. Ele caçava com o pai, ao contrário da irmã, pois era rapaz.
Mas... Chegou o dia em que algo terrível aconteceu! Yasmin sempre foi apegada ao irmão e vice-versa, por isso também queria aprender a caçar com ele.
Como o pai não o permitia, decidiu seguir os dois quando foram caçar.
Assim, quando lá chegasse, pegaria numa espingarda e atingiria as perdizes e mostraria ao pai do que  era capaz.
 Seguiu-os e, quando eles chegaram ao sítio escolhido, prepararam tudo, limparam as armas, amarraram os cavalos e soltaram os cães que iam apanhar as perdizes que caíssem quando fossem atingidas.
Yasmin ficara a observar através de uma sebe de rosas cor de sangue.
Aí James e Chris  começaram a caçar. Parecia tudo tão fácil. Então, Yasmin, saltou de trás da sebe e pegou numa espingarda.
Era pesada, mais pesada do que imaginária, estava muito bem polida e cheirava a pólvora queimada.
Foi neste instante que James voltou-se para trocar de arma. Ficou perplexo quando viu, Yasmin, ali com uma espingarda na mão.
-Larga essa espingarda,Yasmin! – a voz do rei era áspera e rouca e impunha respeito, neste momento ainda mais, pois estava com receio do que pudesse acontecer.
-Não! – disse-lhe, tentado mostrar autoridade. Continuou – mostrar-lhe-ei como sou tão capaz como o príncipe Chris!
Yasmin disparou, embora nem tivesse olhado para onde .
Chris estava em pé imóvel e de boca entreaberta, olhou para o lado esquerdo.
Estava coberto de sangue. A princesa tinha atingido o Chris!
Estava horrorizada, queria gritar,mas nada lhe saía dos pulmões.
Ficou em pé, quieta e pálida. Largou a espingarda e deixou-se cair de joelhos.
Tentou ir para junto do irmão, mas... não conseguia. Ficou assim durante muito tempo enquanto o rei James via o que podia fazer pelo seu filho Chris.
Atou-lhe um lenço no braço e colocou-o no dorso do seu cavalo.
-Yasmin... leva o cavalo de Chris – James disse-o de uma forma desprovida de sentimentos e com alguma nostalgia.
Chegaram a Dublin muito depressa mas também calados. Chris desmaiara a meio da viagem, pois estava a perder muito sangue.
Quando chegaram ao castelo, James levou o seu filho para junto dos médicos.
Enquanto tratavam do ferimento , James encarou a sua filha Yasmin.
Ela sentia-se destroçada, como pudera ter feito aquilo ao irmão por causa da sua teimosia?!
Passou-se uma lua e Yasmin chorou muito, dentro do seu quarto. Mal comia ou falava. Estavam todos preocupados com o príncipe. Ninguém sabia a causa do acidente, pois o rei não contara a ninguém, somente a Anne.
Quando finalmente, Chris recuperou e pôde sair do seu quarto, Yasmin correu e abraçou-o. Pedindo desculpas pelo seu comportamento.
-Espero que tenhas aprendido que à consequências para todas as nossas escolhas... – disse James quando viu o que acontecera.
-Sim... – disse Yasmin  – aprendi, peço imensas desculpas, e prometo que não voltarei a agir consoante o que se passa pela minha cabeça – Yasmin dizia-o com a cabeça baixa de vergonha mas com sinceridade na voz.
A ousadia das nossas ações e a certeza das nossas convicções, por vezes, não nos deixam ver os perigos da vida com clareza, por muito que sejamos avisados que pode correr mal.

Ema Gomes, Nº7