No
dia 4 de outubro, o Parkour invadiu a cidade do Porto.
Pela
primeira vez, a cidade invicta foi palco de um evento cultural e artístico
associado ao Parkour. Esta prática, pouco divulgada em Portugal, surpreendeu os
transeuntes “Não percebi o que era
ao início, depois vi que eram pessoas a saltar e a “voar” nos prédios e nos
telhados” – respondeu uma pessoa inquirida no local.
O responsável que
iniciou a “arte do deslocamento” nesta cidade, David Belle, acredita que esta iniciativa
cultural e desportiva serviu para
divulgar a modalidade, esclarecer a sua essência radical e informar as pessoas
que não se trata de nenhum tipo de
vandalismo. Os “traceurs” (homens que praticam Parkour) e as “traceuses” (mulheres
que praticam Parkour) devem ser altamente treinados para saberem fazer os
movimentos básicos: aterragem, equilíbrio, passagem de obstáculos, “drop” e “kitty”,
salto com distância e subida, e garantir, assim, a segurança na prática deste
desporto.
Afirmou, ainda, que o Parkour
é um desporto radical perigoso, que regista poucos acidentes. Contudo, quando acontecem,
podem ser muito graves. Lembrou um caso que acontecera em Lisboa: “é preciso
ser consciente e ter um bom treinador, que não foi o que aconteceu com Carlos
Lopez, fanático por Parkour. O acidente que lhe provocou a morte, aconteceu no
dia 2 de outubro de 2014, quando tentou saltar da varanda do hotel onde estava
hospedado para uma varanda contígua, caindo de uma altura de 16 metros.”
Ema Gomes
