quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Conto



Vamos recuar no tempo até à cidade de Dublin na Irlanda.
Aqui mandava um rei e uma rainha, James e Anne. A Anne estava grávida.
Quando os súbditos souberam da novidade, todos começaram a preparar a festa para o nascimento do bebé real.
Nas Tabernas faziam-se apostas sobre o sexo da criança e sobre o nome.
Até que... chegou o dia! Na vigésima lua do ano do dragão, a rainha deu à luz dois gémeos.
Um rapaz e uma rapariga. Foi uma alegria! As pessoas dançavam, cantavam, riam e iam ao castelo felicitar os novos pais.
Ela chamava-se Yasmin, era curiosa e extrovertida, ele era o Chris, valente mas cauteloso. Ambos eram brincalhões, bem dispostos e pareciam ser inteligentes e espertos. O festejo durou uma lua inteira! Houve banquetes todos os dias em homenagens aos novos sucessores ao trono, houve danças e canções! No fim, todos estavam cansados, mas felizes.
Assim se passaram quinze anos... Ela tornou-se uma bela rapariga, com uns grandes olhos pretos, inundados de curiosidade, e inércia era o que ela não tinha! Aprendeu a andar a cavalo e a lutar com uma espada com o irmão.
Ele tornou-se um belo rapaz cobiçado por todas as raparigas da idade dele, do reino. Tinha também olhos pretos mas repletos de aventura e mistério. Ele caçava com o pai, ao contrário da irmã, pois era rapaz.
Mas... Chegou o dia em que algo terrível aconteceu! Yasmin sempre foi apegada ao irmão e vice-versa, por isso também queria aprender a caçar com ele.
Como o pai não o permitia, decidiu seguir os dois quando foram caçar.
Assim, quando lá chegasse, pegaria numa espingarda e atingiria as perdizes e mostraria ao pai do que  era capaz.
 Seguiu-os e, quando eles chegaram ao sítio escolhido, prepararam tudo, limparam as armas, amarraram os cavalos e soltaram os cães que iam apanhar as perdizes que caíssem quando fossem atingidas.
Yasmin ficara a observar através de uma sebe de rosas cor de sangue.
Aí James e Chris  começaram a caçar. Parecia tudo tão fácil. Então, Yasmin, saltou de trás da sebe e pegou numa espingarda.
Era pesada, mais pesada do que imaginária, estava muito bem polida e cheirava a pólvora queimada.
Foi neste instante que James voltou-se para trocar de arma. Ficou perplexo quando viu, Yasmin, ali com uma espingarda na mão.
-Larga essa espingarda,Yasmin! – a voz do rei era áspera e rouca e impunha respeito, neste momento ainda mais, pois estava com receio do que pudesse acontecer.
-Não! – disse-lhe, tentado mostrar autoridade. Continuou – mostrar-lhe-ei como sou tão capaz como o príncipe Chris!
Yasmin disparou, embora nem tivesse olhado para onde .
Chris estava em pé imóvel e de boca entreaberta, olhou para o lado esquerdo.
Estava coberto de sangue. A princesa tinha atingido o Chris!
Estava horrorizada, queria gritar,mas nada lhe saía dos pulmões.
Ficou em pé, quieta e pálida. Largou a espingarda e deixou-se cair de joelhos.
Tentou ir para junto do irmão, mas... não conseguia. Ficou assim durante muito tempo enquanto o rei James via o que podia fazer pelo seu filho Chris.
Atou-lhe um lenço no braço e colocou-o no dorso do seu cavalo.
-Yasmin... leva o cavalo de Chris – James disse-o de uma forma desprovida de sentimentos e com alguma nostalgia.
Chegaram a Dublin muito depressa mas também calados. Chris desmaiara a meio da viagem, pois estava a perder muito sangue.
Quando chegaram ao castelo, James levou o seu filho para junto dos médicos.
Enquanto tratavam do ferimento , James encarou a sua filha Yasmin.
Ela sentia-se destroçada, como pudera ter feito aquilo ao irmão por causa da sua teimosia?!
Passou-se uma lua e Yasmin chorou muito, dentro do seu quarto. Mal comia ou falava. Estavam todos preocupados com o príncipe. Ninguém sabia a causa do acidente, pois o rei não contara a ninguém, somente a Anne.
Quando finalmente, Chris recuperou e pôde sair do seu quarto, Yasmin correu e abraçou-o. Pedindo desculpas pelo seu comportamento.
-Espero que tenhas aprendido que à consequências para todas as nossas escolhas... – disse James quando viu o que acontecera.
-Sim... – disse Yasmin  – aprendi, peço imensas desculpas, e prometo que não voltarei a agir consoante o que se passa pela minha cabeça – Yasmin dizia-o com a cabeça baixa de vergonha mas com sinceridade na voz.
A ousadia das nossas ações e a certeza das nossas convicções, por vezes, não nos deixam ver os perigos da vida com clareza, por muito que sejamos avisados que pode correr mal.

Ema Gomes, Nº7

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Mito

Makuta



Há muito muito temp atrás, na antiga Grécia, dois humanos tiveram um filho, ele chamava-se Makuta. O pai dele, Dybbuk, considerado um Deus da Guerra, combatia demónios. A sua mãe, Abalam, tratava dele e da sua irmâ, Suka.
                Dybbuk, pai deste jovem, em busca de água, morreu num confronto contra os demónios. Antigamente, no Planeta Terra, a água era, como agora, essencial à vida, mas também extremamente rara. Esta encontrava-se apenas no submundo dos demónios, bem lá no fundo da Terra, dificultando a sua coleção, para na cidade terem água.
                Quando Makuta atingiu a maioridade, este quis seguir as passadas do pai, queria ser um guerreiro e coletor. A sua mãe Abalam não o podia impedir, ele já era maior de idade, sendo livre de sair de casa.
                Makuta treinou ardua e exaustivamente, todos os dias, a toda a hora, até que reuniu um grupo de seiscentos homens para irem à busca da sua preciosa água. Mas uma batalha sangrenta os esperava...
                Um dos seus homens, na descida até ao submundo, avistou água e então todos correram em direção dela, mas, lá estavam eles, os demónios. O exército de Makuta estava em vantagem numerosa, mas os demónios eram como que invencíveis. Os homens estavam a ser chacinados, um a um, até que chegou a vez de Makuta. Era ali, o fim do jovem guerreiro, teve o mesmo fim que o seu pai. Com um único golpe, a cabeça de Makuta saltou e caiu no chão.
                A mãe, Abalam e a irmã Suka, souberam do sucedido e choraram, choraram tanto que, os Deuses, apiedaram-se tanto daquela imagem que exterminaram os demónios e transformaram as lágrimas destas em grandes oceânos.
                A água estava mais alcançável do que nunca.

Gaspar, Nº9 (8ºA)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O conto



   
  No tempo dos Afonsinhos, vivia um boneco de neve chamado Jack, com os seus melhores amigos o Gigante e o Mago.
   Jack sempre teve o grande desejo de poder permanecer em locais com temperaturas quentes sem derreter. Então, o Mago, como estava farto de ver o Jack triste, pegou no seu livro de feitiços e criou uma nuvem que neva. Por onde quer que o pequeno boneco de neve fosse, a nuvem ia com ele.
  Jack não era um boneco de neve comum como todas as crianças construiam, este tinha pernas humanas e usava sapatos largos como os dos palhaços. Certo dia, uma grande e assustadora águia roubou o sapato do Jack, provocando uma grande tristeza no boneco de neve.
 - Ora bolas Jack, temos de fazer algo para recuperar o teu sapato- afirmou o Mago preocupado.
 - E que tal se o gigante olhasse em volta e procurasse a águia? - Sugeriu Jack com alguma esperança.
 - O único objeto que consigo ver é um balão de ar quente. Podíamos sobrevoar a praia dentro do balão. - Todos concordaram animados e correram pela areia fora até ao transporte.
  Os três amigos passaram o dia à procura do sapato. Percorreram toda a praia e, quando chegaram à floresta mágica, encontraram o sapato do Jack no topo de uma árvore a servir de ninho para os filhotes da águia.
  O Jack percebeu que havia quem precisasse mais do sapato do que um boneco de neve. Então, apenas sorriu e voltou para a sua casa na praia.
Oxalá tudo lhes corra bem e a nós também.

Soraia Costa, Nº18